31 de agosto de 2010

Floresta na serra da Estrela perdeu 5000 hectares

"Perto de cinco mil hectares de floresta arderam este mês no Parque Natural da Serra da Estrela, correspondendo a 5,52% da área total, indica o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.
Segundo dados provisórios do ICNB, os incêndios florestais que deflagraram entre 01 e 20 de Agosto nos concelhos de Celorico da Beira, Seia, Gouveia e Guarda consumiram 4.878 hectares.
O ICNB refere que os fogos tiveram o seu início sobretudo em áreas localizadas dentro dos limites do Parque Natural da Serra da Estrela ou nas suas imediações.
De acordo com o organismo, a área de maior intervenção humana tem a "esmagadora percentagem da área ardida" (mais de 85%) e a área de maiores valores naturais (reserva biogenética) teve uma afectação "ainda significativa" (cerca de 15% da área ardida).
Os incêndios consumiram essencialmente mato, pinheiro negro, castanheiros, carvalhal, povoamentos mistos, pinhal, folhosas e áreas agrícolas.
Os fogos no Parque Nacional da Serra da Estrela afectaram diversos habitats e espécies, como a destruição de ninho de falcão peregrino."

17 de agosto de 2010

Três dias para dominar fogo na Serra da Estrela

“Faltavam poucos minutos para as 18 horas de sábado quando a Autoridade Nacional de Protecção Civil deu como dominado o fogo que desde a madrugada de quarta-feira fustiga o Parque Natural da Serra da Estrela. sábado, quase três centenas de bombeiros, apoiados por dois helicópteros, combateram as chamas em Aldeia da Serra, concelho de Seia. Durante a tarde, chegou mesmo a ser accionado um avião bombardeiro pesado espanhol. Foi o incêndio que mais meios mobilizou durante o dia de sábado.
De acordo com Armando Carvalho, coordenador do Parque Natural, o fogo tinha já consumido, até sábado, pelo menos 2500 hectares de floresta naquela zona protegida (a maioria corresponde a terrenos abandonados).
A curta distância, no concelho de Gouveia, mais de 100 bombeiros mantiveram a luta contra as chamas que lavram, sem controlo, há vários. "Todos estes incêndios têm obviamente mão humana", atirou, sem dúvidas, o governador civil da Guarda, Santinho Pacheco.
"Na nossa região ainda há muitos incêndios que começam de forma negligente, mas não acredito que seja o caso destes", continuou o governador civil, referindo que a GNR e a PJ estão a investigar.”
No acompanhamento do combate a estes fogos esteve presente Vasco Franco, Secretário de Estado da Protecção Civil.

11 de agosto de 2010

Reacenderam as chamas...

Um incêndio no limite dos concelhos de Gouveia e Fornos de Algodres destruiu um imóvel desabitado e palheiros em Vila Franca da Serra, onde as chamas chegaram à porta de habitações.
Santinho Pacheco refere que, «O incêndio tinha várias frentes activas em direcção a quintas, casas habitadas e algumas indústrias», no limite entre os concelhos de Gouveia e Fornos de Algodres, acrescentou o responsável, que estava a acompanhar as operações de combate no terreno. «O principal inimigo foi o vento, que projecta as chamas e dá mais velocidade ao incêndio», destacou Santinho Pacheco. O fogo nasceu no concelho de Mangualde e já atravessou a linha de caminho de ferro da Beira Alta e o rio Mondego, à beira da Serra da Estrela. Segundo a Autoridade Nacional de Protecção Civil, estiveram mobilizados 60 operacionais e 19 viaturas para combater as chamas.
Este reacendeu hoje, podendo por em perigo habitações perto da vila de Fornos de Algodres.

3 de agosto de 2010

Barragem de Girabolhos

"A construção do aproveitamento hidroeléctrico de Girabolhos, no rio Mondego, recebeu luz verde do Ministério do Ambiente.
O empreendimento da Endesa representa o maior investimento alguma vez realizado no concelho de Seia, cerca de 357 milhões de euros, e a criação de 6000 postos de trabalho durante a fase de construção.
A abertura de corredores de passagem entre ribeiras, o restauro da vegetação ribeirinha são outras exigências do ministério do Ambiente, que também impõe a recuperação das estradas afectadas e acções de preservação e valorização da paisagem cultural e patrimonial.
Deverá ainda ser criada uma Agência de Desenvolvimento Regional que zelará pela “contribuição efectiva da obra no incremento da qualidade de vida e da actividade económica” das populações afectadas, nomeadamente em termos da criação de emprego e do investimento público.
A Endesa espera iniciar os trabalhos até ao final deste ano. A barragem situa-se próximo da aldeia de Girabolhos, a 15 quilómetros de Seia, e será explorada pela eléctrica espanhola durante 65 anos. Os promotores estimam que produza 355 megawatts de electricidade, o que equivale ao consumo anual de 150 mil famílias. Além de Seia, vai abranger os concelhos de Gouveia, Fornos de Algodres, Mangualde e Nelas."