Ontem, dia 17 de novembro, iniciaram os trabalhos da III edição da Academia do Poder Local que decorre até domingo, no Hotel Lusitânia, numa iniciativa organizada pelos ASD (Autarcas Social Democratas) em colaboração com o PSD que conta com mais de 70 participantes.
O líder
parlamentar do PSD considerou que o primeiro-ministro "ainda não percebeu
que já chega de brincar" com a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e que o
banco público anda "moribundo há dez meses".
"Qual é
a razão para a festa do doutor António Costa? Ainda não percebeu que já chega
de brincar com a CGD dez meses depois de andarmos com notícias em cima de
notícias e de não termos uma administração na plenitude da sua função, e na
plenitude da sua autoridade para poder ser o guia, o motor do sistema bancário
e do sistema financeiro português?", afirmou Luís Montenegro na Guarda, na
sessão de abertura da III Academia do Poder Local, organizada por PSD e Autarcas
Social-Democratas (ASD).
Na sua
intervenção, o líder da bancada social-democrata perguntou ainda se António
Costa "está contente só porque, felizmente para Portugal, o terceiro
trimestre correu um bocadinho melhor do que aquilo que estava
perspectivado". "É muito poucochinho. Uma expressão que lhe é particularmente
cara: é muito poucochinho", observou.
Em sua
opinião, "o que era exigido ao doutor António Costa e ao PS era que
dissessem que mudaram o rumo normal (...) do exercício da função governativa,
que não permitiram que aqueles que ganharam as eleições governassem porque
tinham uma alternativa melhor, que produzia mais e melhores resultados".
"Não é
muito poucochinho depois de um ano em cima de uma trajectória ascendente, em
vez de crescer mais, mais a pique, estarmos a cair face àquilo que era o
crescimento que vinha de trás?", rematou.
O líder
parlamentar do PSD questionou se "alguém percebe" que o "banco
público ande como anda, moribundo há dez meses, infestado de notícias que uns
dias dizem que são precisos dois mil milhões, depois três mil milhões, depois
quatro mil milhões, depois cinco mil milhões de recapitalização".
Montenegro
perguntou ainda qual é a justificação para que os seus gestores "não
mostrem também, de forma transparente, qual é o seu rendimento, qual é o seu
património". "Por questões de transparência, qual é a explicação? E
porque é que o primeiro-ministro aparece ao país a vangloriar-se e a dar os
parabéns ao seu ministro das Finanças porque conseguiu uma coisa estupenda que
foi aprovar um plano de recapitalização em Bruxelas, da CGD, e porque é que ele
não diz o que é que ele acha de a administração que ele nomeou não entregar no
Tribunal Constitucional como todos nós entregamos, a sua declaração de
rendimentos e de património?", desafiou.
Luís
Montenegro disse que António Costa "acha que é o Tribunal que
decide". "Como? O Tribunal que decide? (...). Ou ele quando convidou
a administração aceitou a condição, porventura colocada por esses futuros
administradores de que só iam para a Caixa se não apresentassem esta
declaração? É isto que quer dizer este lavar de mãos, este assobiar para o lado
do primeiro-ministro?", vincou.
O presidente
da bancada do PSD afirmou que o país está hoje com um "crescimento
económico medíocre" e que a economia está "a crescer menos do que
está a crescer na Europa".
Na mesma
sessão de abertura da III Academia do Poder Local o presidente dos ASD e da
Câmara da Guarda, Álvaro Amaro, disse que a iniciativa, que conta com 70
participantes pretende "ajudar, de norte a sul, a ganhar as eleições
autárquicas" de 2017.

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