28 de março de 2013

Rick Wakeman é o cabeça de cartaz do 11.º Gouveia Art Rock




O lendário teclista dos Yes, Rick Wakeman, é o cabeça de cartaz do Gouveia Art Rock de 2013 (GAR), que se realiza nos dias 27 e 28 de abril, no Teatro-Cine de Gouveia, com alguns dos nomes emblemáticos da história da música progressiva.
O festival inclui este ano oito grupos provenientes de vários países da Europa, mantendo a ligação às raízes europeias da música progressiva. 

Do programa constam atuações do coletivo italiano de jazz-rock sinfónico Arti & Mestieri, dos britânicos The Enid, assim como dos suecos Moon Safari, Rick Wakeman de Inglaterra, Humble Grumble da Bélgica, Five-Storey Ensemble da Bielorrúsia, Trabalhadores do Comércio de Portugal e Música Nuda de Itália.

O Gouveia Art Rock é um festival anual de música progressiva que se realiza em Gouveia, Portugal, desde 2003. Organizado pelo Município de Gouveia, o festival  transformou-se num evento de referência no género, à escala mundial. É o único festival português dedicado exclusivamente às várias linguagens do chamado rock progressivo.

Pelo palco do Teatro-Cine de Gouveia já passaram nomes incontornáveis da cena musical internacional de vanguarda das últimas quatro décadas como Peter Hammill, Robert Fripp, Magma, Amon Düül II, Richard Sinclair, Isildurs Bane, Pat Mastelotto & Markus Reuter (Tuner), Univers Zero, Arena, Present, Lars Hollmer ou Miriodor.

Chuva forte leva estudantes a abandonar Festival do Secundário em Gouveia

10º Festival SecundárioMais de duzentos participantes abandonaram o 10.º Festival do Secundário, que está a decorrer no Parque Senhora dos Verdes, em Gouveia, devido ao mau tempo, disse esta quarta-feira à agência Lusa fonte da organização.


"Devido à chuva, alguns participantes ficaram com as tendas molhadas e decidiram abandonar" o recinto do festival, adiantou Rui Loureiro, da empresa DoctorSport, promotora da iniciativa, que contabiliza a desistência de 220 estudantes.

Segundo o responsável, todos os anos o evento é abandonado por participantes e "este ano não foi muito diferente dos outros anos", embora tenha sido motivado pela chuva que tem caído nos últimos dias.

Rui Loureiro observou tratar-se de um evento que decorre ao ar livre e, como tal, com o mau tempo, foram criados transtornos aos presentes.

No entanto, o responsável assegura que o evento estudantil, que termina na quinta-feira, "continua a decorrer com normalidade", com a presença de "cerca de 4.000 participantes".

Explicou que, devido à intempérie, a organização accionou o "plano B" e cerca de 600 jovens que deixaram de ter condições no Parque Senhora dos Verdes, foram realojados nas redondezas, tendo sido montado um sistema de transportes que leva os estudantes para o recinto onde decorrem as várias actividades de animação e desportivas.
O Festival Nacional de Estudantes do Ensino Secundário junta estudantes de todo o país e, segundo a organização, "é o único evento de cariz nacional exclusivamente destinado a este público-alvo".

Tem como objectivos "fomentar a autonomia e intercâmbio cultural entre os jovens, proporcionar novas e fascinantes sensações, através da participação de diversas atividades culturais e desportivas, bem com consciencializar os jovens para o seu papel e importância na sociedade".

Durante o evento, que começou no domingo, os participantes têm oportunidade de conviver num espaço natural único e de usufruir de mais de 30 actividades desportivas e culturais.

A empresa DoctorSport tem como parceiros várias entidades e empresas, a Câmara Municipal e a Associação de Beneficência Popular de Gouveia.

Homem salvo por exame que hospital da Guarda não queria fazer



Um utente do hospital da Guarda, a quem apenas tinham sido diagnosticados problemas de flatulência, foi salvo por uma TAC, que aquela unidade hospitalar, num primeiro momento não queria levar a cabo. Foi a mulher que exigiu que o exame fosse feito, tendo permitido detectar que a sua aorta estava em risco de “rebentar”, relata o Jornal de Notícias.

O utente José Rosa queixava-se de uma dor abdominal aguda, pelo que se deslocou ao serviço de urgências do Hospital da Guarda. O diagnóstico que lhe foi feito, então, pelos médicos apontava para uma mera crise de flatulência. “Foi-me dito que não tinha mais do que gases”, conta José Rosa ao Jornal de Notícias.

Porém, os sintomas perduraram, e poucas horas após lhe ter sido dada alta o utente voltou a dirigir-se àquela unidade hospitalar, fazendo-se acompanhar da sua mulher, que, aflita com a situação, exigiu à médica de serviço que sujeitasse o seu marido a uma tomografia axial computorizada, vulgarmente conhecida por TAC. “Como me respondeu que o exame era muito dispendioso, disponibilizei-me a pagá-lo”, revela Maria dos Anjos Rosa.

A médica acabou por ceder à solicitação “por descargo de consciência”, sendo que o exame determinou que a José Rosa restariam 15 minutos de vida. A sua aorta estava a rebentar. O utente acabaria por ser transferido para os Hospitais da Universidade de Coimbra, onde foi submetido a uma intervenção que lhe salvou a vida.

Teatro da Guarda promove concerto que cruza música erudita com tradições populares



Um concerto de Páscoa que associa música erudita com tradições populares da região é a proposta do Teatro Municipal da Guarda (TMG) para a noite de quinta-feira.
Segundo Américo Rodrigues, diretor artístico do TMG, o concerto intitulado "O vos omnes qui transites per viam [Ó vós todos que passais pelo caminho]" resulta de uma encomenda aos criadores locais Miguel Cordeiro (música) e Hugo Moreira (vídeo).

O concerto está agendado para as 21:30 de quinta-feira, para o pequeno auditório do TMG.

O responsável explicou que o músico da Guarda Miguel Cordeiro foi desafiado "a fazer um concerto original de Páscoa, a compor de raiz uma obra baseada no simbolismo associado à Páscoa, que cruzasse também a música erudita com as tradições populares, nomeadamente a Encomendação das Almas".

O TMG fez também o desafio a Hugo Moreira, que trabalha em vídeo e cinema, cruzando o espetáculo "a linguagem da música e a linguagem do vídeo".

O concerto será "uma proposta completamente diferente, desde logo porque não é a repetição de um concerto clássico ou de um grupo de câmara. É um desafio a um compositor que escolheu os seus músicos", referiu Américo Rodrigues.

"O vos omnes qui transites per viam" juntará em palco os músicos Moisés Fernandes (trompete), Miguel Cordeiro (teclados e programações) e Nuno Costa (guitarra), anuncia o TMG.

No texto de apresentação do espetáculo, o músico Miguel Cordeiro explica que a expressão "O vos omnes qui transites per viam" é retirada do Livro das Lamentações da Bíblia, "que foi tomada pela tradição da Igreja [Católica] para ser utilizada, como responsório, nos Ofícios da Semana Santa".

"A tradição popular, rica na variedade de formas musicais para este tempo da Quaresma, elaborou no decorrer dos tempos uma série de atos rituais, de caráter eminentemente penitencial, como a Procissão dos Penitentes, a Procissão do Enterro, o Canto da Verónica e a Encomendação das Almas", assinala o responsável.

Segundo o músico, o concerto pretende," através da conceção de paisagens sonoras e visuais, revisitar o ritual da Encomendação das Almas, prática muito comum entre nós".



Miguel Cordeiro nasceu na Guarda, em 1978, e formou-se em Educação Musical no Instituto Politécnico da Guarda.


Tem o mestrado de composição para cinema e audiovisuais e tem desenvolvido e apresentado diversos trabalhos na área da composição para cinema e audiovisual.




Hugo Moreira nasceu na Guarda, em 1981, e licenciou-se em Cinema em 2007, na Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior.

Frequentou o mestrado de Realização de Cinema e Televisão da Faculdade de Blanquerna da Universidade Ramon Llul, em Barcelona (Espanha) e trabalha, como freelancer de vídeo, para várias produtoras e agências.




25 de março de 2013

Sabugal organiza duas recriações históricas para atrair turistas





A Câmara Municipal do Sabugal vai promover, no sábado de Páscoa, duas recriações histórias, uma no parque termal do Cró e outra na aldeia de Alfaiates, com o objetivo de atrair visitantes espanhóis para o concelho.
Segundo a autarquia presidida por António Robalo, a Companhia de Teatro VIV`ARTE irá proceder, pelas 15:00 do dia 30 de março, à recriação histórica dos banhos romanos no recinto das Termas do Cró e, pelas 21:30, à representação do assalto ao castelo de Alfaiates.

"Com estas duas iniciativas pretendemos criar alguma dinâmica de animação do nosso município, promover o balneário termal do Cró e também o nosso património histórico construído", disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal do Sabugal.

António Robalo referiu que a autarquia também pretende "trazer para o concelho alguns visitantes espanhóis que, por altura da Páscoa, costumam visitar Portugal".

Nas duas recriações históricas, que custam cerca de oito mil euros, estarão envolvidos trinta atores profissionais e vários figurantes, segundo o autarca.

A recriação histórica dos banhos romanos terá como cenário o antigo balneário termal do Cró, situado entre as freguesias de Rapoula do Côa e de Seixo do Côa, a cerca de 15 quilómetros da cidade do Sabugal, onde será reproduzido o quotidiano daquela época.

A encenação contempla as várias fases do banho romano - caldário (espaço das termas com banhos públicos), tepidário (local do banho morno) e frigidário (local onde se tomava o banho frio) - e encenações complementares paralelas como danças de vestais, combate de gladiadores, rituais de purificação, declamação de poesia, canto e música.

A atividade, que marca a abertura do período balnear do Cró, que se inicia a 01 de abril, termina com uma visita guiada e encenada ao novo balneário termal.

Na época de 2012, aquele complexo termal, cujas águas são indicadas para o tratamento de problemas reumáticos e musculares, esqueléticos e doenças respiratórias, recebeu cerca de 1.500 aquistas, um número que a Câmara Municipal do Sabugal pretende aumentar este ano.

Quanto à recriação histórica do assalto ao castelo de Alfaiates, segundo o autarca do Sabugal, surge no seguimento de outras ações de animação e promoção do património histórico do concelho já realizadas nos castelos de Sabugal, Sortelha e Vilar Maior.

A recriação será realizada à noite e envolverá atores da Companhia de Teatro VIV`ARTE e muitos figurantes, incluindo habitantes de Alfaiates que também se associaram ao evento cultural.

21 de março de 2013

PS volta a candidatar Armando Almeida à Câmara de Gouveia


O vereador socialista na Câmara de Gouveia e presidente da Comissão Política Concelhia local, Armando Almeida, é, pela segunda vez consecutiva, o candidato do PS à presidência daquele município.


O candidato concorre à presidência da autarquia de Gouveia para procurar “resolver os problemas da falta de emprego” do concelho, “fruto dos maus investimentos que têm sido feitos” pelo atual executivo social-democrata, explicou.


“Era importante dar esperança às pessoas, um novo alento, mobilizar as pessoas para se fixarem no concelho e para fazermos do concelho de Gouveia aquilo que já foi: um concelho com indústria, com emprego”, disse.

Segundo o socialista, nos últimos anos, aquele município da região da Serra da Estrela “sofreu uma desertificação [humana] acentuada”, daí que a sua candidatura tenha como objetivos “recuperar população e fixar os jovens”.


Museu do Agricultor e do Queijo de Celorico da Beira oferece visitas a queijarias tradicionais




O Museu do Agricultor e do Queijo de Celorico da Beira mostra como era a vida do agricultor e do pastor, no século passado, e possibilita visitas a queijarias tradicionais de fabrico do queijo Serra da Estrela.

O espaço museológico está instalado numa antiga quinta rural, localizada numa das entradas da vila de Celorico da Beira, que a Câmara Municipal recuperou para o efeito.

Ocupa um edifício composto de rés-do-chão e primeiro andar, onde foi recriada a casa tradicional de um agricultor da região, com enfoque na vertente da pastorícia e da produção do tradicional queijo de ovelha.

15 de março de 2013

André Figueiredo, deputado pelo PS, questionou o governo sobre a construção dos Itinerários da Serra da Estrela – IC6, IC7 e IC37



Aqui fica um resumo da sua intervenção:


Foto: Reivindicação da construção dos Itinerários da Serra da Estrela – IC6, IC7 e IC37

Exmo Senhor Ministro da Economia e do Emprego
Dr. Álvaro Santos Pereira,

Senhor Ministro,
O Governo considera necessário o investimento no sector da construção e imobiliário tendo protocolado com a Confederação da Construção e Imobiliário um programa de investimentos de 3,7 mil milhões de euros no sector;

O Governo anunciou recentemente o lançamento de um Plano de Investimentos em infraestruturas rodoviárias, nomeadamente nas estradas de proximidade que contribuem para o desenvolvimento económico; 

O Governo anunciou investimentos de mais de mil milhões de euros nas infraestruturas portuárias de Lisboa;

O Governo anunciou investimentos rodoviários na variante de Vila Verde, no distrito de Braga, distrito com uma execução de 100% do Plano Rodoviário Nacional;

Considerando que na Região Centro a construção dos Itinerários Complementares 6, 7, e 37 (IC6, IC7 e IC37), entre Coimbra e Covilhã, Viseu e Seia e Oliveira do Hospital e Fornos de Algodres permitirá uma adequada e estruturante interligação dos distritos de Coimbra, Viseu, Guarda e Castelo Branco.

Considerando que estas infraestruturas são estradas de proximidade, sem perfil de auto-estrada, fundamentais para interligar, através do IC6, os concelhos de Tábua, Oliveira do Hospital e Seia, através do IC7, os concelhos de Seia, Gouveia e Fornos de Algodres, e através do IC37, os concelhos de Seia e Nelas;

Considerando que a Região da Serra de Estrela e da Beira Serra tem uma forte indústria exportadora que está dependente de boas acessibilidades para aumentar a sua competitividade;

Considerando que a Serra da Estrela é um obstáculo à necessária mobilidade das populações e mercadorias que urge ultrapassar;

Considerando a falta de investimento, nestes dois anos, em manutenção das estradas existentes com a consequente grave deterioração da qualidade do atual serviço prestado ás populações;

Considerando as altas taxas de sinistralidade existentes na região;

Considerando as baixas taxas de execução do PRN nos distritos de Coimbra e Guarda;

Considerando a justiça de investir em zonas do interior abandonadas e carenciadas de investimento rodoviário, recorde-se que em 2011, 2012 e 2013, o atual governo parou todos os investimentos previstos para esta região;

Considerando o forte investimento já feito nestes itinerários, entre 2006 e 2010, em estudos económicos, avaliação impacte ambiental, estudos de engenharia, processos concursais e outros;
Considerando que a Região da Serra da Estrela tem os níveis de riqueza mais baixos do país;

Considerando o forte acréscimo de tráfego de mercadorias das estradas locais em virtude da introdução de portagens na A25;

Solicito resposta ás seguintes perguntas.

No Plano de Investimentos anunciado pelo Governo qual a prioridade dada à construção dos estruturantes IC6, IC7 e IC 37?

Quais os estudos que basearam a decisão de investimento em outras infraestruturas anunciadas recentemente pelo governo?

Quais os resultados dos estudos sócio económicos desses investimentos agora anunciados?

Em termos comparativos os resultados são mais positivos do que os resultados dos estudos dos itinerários IC6, IC7 e IC37?

Qual o calendário de construção do IC6, IC7 e IC 37 previsto pelo governo? Consideram a hipótese de construir por fases? Qual a fase inicial?

Qual a razão para que não sejam rentabilizados os fortes investimentos, feitos pelos governos socialistas entre 2006 e 2010, em estudos estratégicos, económicos, engenharia e ambientais, na obtenção dos licenciamentos necessários, nomeadamente ambientais e na aprovação dos processos concursais para o lançamento das referidas obras?

Por fim, questiono o Senhor Ministro sobre a sua disponibilidade para se deslocar, pessoalmente, à região no sentido protagonizar uma sessão de trabalho, sobre o tema versado, com os Presidentes das Câmaras da região, Deputados da Assembleia da Republica, Núcleo de Empresários, entre outros?




Exmo Senhor Ministro da Economia e do Emprego
Dr. Álvaro Santos Pereira,

Senhor Ministro,
O Governo considera necessário o investimento no sector da construção e imobiliário tendo protocolado com a Confederação da Construção e Imobiliário um programa de investimentos de 3,7 mil milhões de euros no sector;

O Governo anunciou recentemente o lançamento de um Plano de Investimentos em infraestruturas rodoviárias, nomeadamente nas estradas de proximidade que contribuem para o desenvolvimento económico;

O Governo anunciou investimentos de mais de mil milhões de euros nas infraestruturas portuárias de Lisboa;

O Governo anunciou investimentos rodoviários na variante de Vila Verde, no distrito de Braga, distrito com uma execução de 100% do Plano Rodoviário Nacional;

Considerando que na Região Centro a construção dos Itinerários Complementares 6, 7, e 37 (IC6, IC7 e IC37), entre Coimbra e Covilhã, Viseu e Seia e Oliveira do Hospital e Fornos de Algodres permitirá uma adequada e estruturante interligação dos distritos de Coimbra, Viseu, Guarda e Castelo Branco.

Considerando que estas infraestruturas são estradas de proximidade, sem perfil de auto-estrada, fundamentais para interligar, através do IC6, os concelhos de Tábua, Oliveira do Hospital e Seia, através do IC7, os concelhos de Seia, Gouveia e Fornos de Algodres, e através do IC37, os concelhos de Seia e Nelas;

Considerando que a Região da Serra de Estrela e da Beira Serra tem uma forte indústria exportadora que está dependente de boas acessibilidades para aumentar a sua competitividade;

Considerando que a Serra da Estrela é um obstáculo à necessária mobilidade das populações e mercadorias que urge ultrapassar;

Considerando a falta de investimento, nestes dois anos, em manutenção das estradas existentes com a consequente grave deterioração da qualidade do atual serviço prestado ás populações;

Considerando as altas taxas de sinistralidade existentes na região;

Considerando as baixas taxas de execução do PRN nos distritos de Coimbra e Guarda;

Considerando a justiça de investir em zonas do interior abandonadas e carenciadas de investimento rodoviário, recorde-se que em 2011, 2012 e 2013, o atual governo parou todos os investimentos previstos para esta região;

Considerando o forte investimento já feito nestes itinerários, entre 2006 e 2010, em estudos económicos, avaliação impacte ambiental, estudos de engenharia, processos concursais e outros;
Considerando que a Região da Serra da Estrela tem os níveis de riqueza mais baixos do país;

Considerando o forte acréscimo de tráfego de mercadorias das estradas locais em virtude da introdução de portagens na A25;

Solicito resposta ás seguintes perguntas.

No Plano de Investimentos anunciado pelo Governo qual a prioridade dada à construção dos estruturantes IC6, IC7 e IC 37?

Quais os estudos que basearam a decisão de investimento em outras infraestruturas anunciadas recentemente pelo governo?

Quais os resultados dos estudos sócio económicos desses investimentos agora anunciados?

Em termos comparativos os resultados são mais positivos do que os resultados dos estudos dos itinerários IC6, IC7 e IC37?

Qual o calendário de construção do IC6, IC7 e IC 37 previsto pelo governo? Consideram a hipótese de construir por fases? Qual a fase inicial?

Qual a razão para que não sejam rentabilizados os fortes investimentos, feitos pelos governos socialistas entre 2006 e 2010, em estudos estratégicos, económicos, engenharia e ambientais, na obtenção dos licenciamentos necessários, nomeadamente ambientais e na aprovação dos processos concursais para o lançamento das referidas obras?

Por fim, questiono o Senhor Ministro sobre a sua disponibilidade para se deslocar, pessoalmente, à região no sentido protagonizar uma sessão de trabalho, sobre o tema versado, com os Presidentes das Câmaras da região, Deputados da Assembleia da Republica, Núcleo de Empresários, entre outros?

Há novas regras para incentivar emprego. Medida entra em vigor em abril



Apoio à contratação de desempregados sobe até 545 euros
Há novas regras para incentivar emprego. Medida entra em vigor em abril


O Governo reforçará a partir de abril os apoios financeiros às empresas que contratem desempregados, aumentando o limite máximo do valor mensal até aos 545 euros e o período de atribuição até aos 18 meses.

De acordo com a portaria publicada esta quinta-feira em Diário da República, e que entrará em vigor em 30 dias, o «Estímulo 2013» alarga ainda, relativamente ao antecessor «Estímulo 2012», o incentivo à contratação de «inativos» (pessoas que não tenham feito descontos nos últimos 12 meses, nem tenham estado a estudar durante esse mesmo período).

Serão também elegíveis ao programa, desempregados inscritos há pelo menos três meses consecutivos com mais de 45 anos e baixas qualificações «ou que seja responsável por família monoparental ou cujo cônjuge se encontre igualmente em situação de desemprego», esclarece o documento.

O apoio financeiro concedido pelo Estado corresponde a 50% do salário do trabalhador durante um período máximo de seis meses para contratos a termo certo ou dezoito meses no caso de contrato sem termo.

Esta percentagem de apoio pode subir até aos 60% do salário, nomeadamente no caso de desempregados inscritos no centro de emprego há pelo menos 12 meses consecutivos, beneficiários do Rendimento Social de Inserção, pessoas com deficiência ou incapacidade ou desempregados com menos de 25 anos e mais de 50.

No caso de ser feito um contrato sem termo (efetivo), o valor máximo do apoio sobe de 1,0 para 1,3 IAS (Indexante dos Apoios Sociais), o que atualmente significa que pode alcançar cerca de 545 euros por mês.

A Lusa acrescenta que os contratos a tempo parcial terão um incentivo proporcional, tendo por base um período normal de trabalho de 40 horas.

O empregador terá direito a um «prémio de conversão» no caso de integrar nos quadros de pessoal um contratado a prazo, anteriormente abrangido pela medida «Estímulo 2012» ou «Estímulo 2013», que permitirá um alargamento por mais nove meses do apoio financeiro concedido ao trabalhador, ao qual se aplicará o limite máximo mensal de uma vez o valor do IAS.

O número máximo de trabalhadores apoiados pela medida sobe de 20 para 25 pessoas por empresa no caso de contratos a termo, em cada ano civil, não existindo limite ao número de contratações em caso de celebração de contrato sem termo.

O empregador fica também obrigado a proporcionar formação profissional ao trabalhador contratado ao abrigo desta medida.

O Governo prevê ainda a manutenção de um regime especial relativo a projetos que sejam considerados de interesse estratégico para a economia nacional ou de determinada região.

Refere ainda terem sido introduzidas alterações ao nível de procedimentos administrativos «que visam agilizar e tornar mais eficiente» o procedimento.

12 de março de 2013

Empresários e ANMP saudaram lançamento do programa VALORIZAR


Três confederações empresariais e a Associação Nacional de Municípios saudaram na passada semana, o lançamento do programa Valorizar, dotado de 256 milhões de euros até final de 2014, para combater o despovoamento do interior.



Representantes das diferentes instituições celebraram hoje com o Governo um protocolo de colaboração institucional no âmbito do programa, durante uma cerimónia realizada no Fundão.
Assinaram o documento a Confederação Empresarial de Portugal (CIP), a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal e a Confederação do Turismo Português.
O objetivo do protocolo é que "em cada [sub-região] NUT III seja criada uma parceria entre associações empresariais, autarquias e sistema científico e tecnológico para preparação do novo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN)", até 2020, referiu o secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques.
António Marques, representante da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), fez as felicitações mais abertas ao Governo.
Acredita que o Valorizar "só peca por tardio: poderá ser a ignição para a competitividade das empresas e empregabilidade".
"O país só sai da crise de tivermos melhores empresas e mais empresas e, às vezes, parte da classe política de Portugal passa ao lado disto", referiu.
João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, também saudou o programa, mas pediu aos governos para ouvirem mais os empresários: "se nos ouvirem, farão menos erros".
Alertou ainda para a necessidade de "mudar de modelo económico, para não se voltar a ter outra fase [de ajustamento] como esta", que o país atravessa, com recurso a ajuda externa.
No mesmo sentido, Joaquim Moura, da Confederação do Turismo Português, pediu mais cuidado nos apoios concedidos, para que não se gastem "recursos que custam caro em duplicação de iniciativas e investimentos que não acrescentam valor".
"Até por não sabermos o futuro dos fundos comunitários depois de 2020, temos que ser mais assertivos na definição de prioridades do próximo quadro", acrescentou.
Por entre os empresários, o presidente da ANMP, Fenando Ruas, presidente da Câmara de Viseu, mostrou acreditar no Valorizar, que classificou como um programa "com uma componente pragmática muito intensa".
"Espero que, com o diagnóstico já feito, as medidas sejam efetivas", para "acabar com a fatalidade de que as gentes do interior tenham sempre que ir para o litoral".
O Valorizar foi aprovado pelo Governo em dezembro e tem como objetivo combater o despovoamento do interior do país, através de incentivos ao investimento e à atividade produtiva no valor de 256 milhões de euros a atribuir até final de 2014.
« voltar

11 de março de 2013

Turismo da Serra da Estrela sem dinheiro para pagar salários no final de Março






A Entidade Regional de Turismo da Serra da Estrela não tem dinheiro para pagar salários no final de março por falta de verbas a transferir pelo Governo para estas entidades, disse à agência Lusa o presidente da instituição.
Segundo Jorge Patrão, a entidade "tem encontrado formas" de pagar salários mesmo sem outras verbas "devidas pelo Governo" desde 2012, mas "para março já nada está assegurado".

"Porque é que uns funcionários públicos podem receber e outros não", questiona.

O Turismo de Portugal avisou as entidades regionais de turismo que vai falhar o pagamento da primeira “tranche” trimestral de 2013, porque a principal fonte de receitas também falhou o pagamento.

Numa carta divulgada na última semana, o Turismo de Portugal refere que "a principal fonte de financiamento" são as receitas provenientes da exploração dos casinos, mas "as concessionárias estão em litígio com o Estado, tendo como consequência suspendido todos os pagamentos".

"Não é, portanto, possível ao Turismo de Portugal adiantar o pagamento das verbas atribuídas às entidades regionais de turismo, enquanto a receita correspondente não nos for entregue pela Autoridade Tributária, o que, até ao momento, ainda não aconteceu", acrescenta a carta.

Jorge Patrão classifica a medida como "uma forma errada de gerir" por parte da administração central e "um contributo para a destruição de um setor que podia estar a ser a salvaguarda do relançamento da economia".

O presidente da Entidade Regional de Turismo da Serra da Estrela reclama ainda do Governo o pagamento de 200 mil euros relativos a 2012 que nunca chegaram a ser entregues.

A verba diz respeito "a uma rubrica específica da lei relativa à correção de assimetrias regionais e que a Serra da Estrela sempre recebeu", mas não em 2012, apesar de estar orçamentada.

Jorge Patrão considera ainda mais grave o facto de a ex-secretária de Estado do Turismo não ter explicado "o que foi feito ao dinheiro", porque "uns receberam e outros não".

O presidente da Associação Nacional das Entidades Regionais de Turismo (ANERT), Desidério Silva, já tinha dito na terça-feira à Lusa que a falta do pagamento trimestral pode por em causa os salários dos funcionários e a promoção turística das regiões.

O presidente da região de turismo Leiria/Fátima, Paulo Fonseca, já disse que vai propor a entrega das chaves daquela entidade ao Turismo de Lisboa.

Jorge Patrão admite também entregar as chaves da entidade da Serra da Estrela: "Se não tivermos outro recurso, é isso que um dia faremos".

Alexandrino apela à defesa do queijo da Serra da Estrela


Feira do Queijo de Oliveira do Hospital abriu ontem portas e confirma-se como uma das maiores do país 


Se dúvidas ainda existissem, Oliveira do Hospital voltou, ontem, a dar provas de que tem a maior festa do queijo do país. Milhares de pessoas, centenas de produtores e um conjunto diversificado de eventos fizeram do primeiro dia deste certame um verdadeiro sucesso.
Uma festa inaugurada  logo pela manhã, pelo secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, que se deslocou a Oliveira do Hospital para ver a "dinâmica dos produtos locais" e os "bons exemplos" que estes representam para o desenvolvimento da economia local e nacional.
Focado no potencial de um queijo que é o "ex libris" da região, o presidente da Câmara Municipal, José Carlos Alexandrino, aproveitou a presença de membros do governo para apelas a "algumas ajudas" a este sector, considerando o autarca que "é preciso defender e divulgar um dos melhores queijos do mundo, que foi eleito uma das sete maravilhas da gastronomia portuguesa".
"Esta feira persegue um modelo de desenvolvimento económico que temos para o concelho", afirma o autarca, na abertura do certame, que, como frisou, pretende ser uma homenagem ao trabalho dos pastores e queijeiras que produzem o queijo Serra da Estrela DOP (Denominação de Origem Protegida).
"O Município tem percebido o esforço destes produtores, tendo distribuído ainda no ano passado um apoio de 30 mil euros a estes pastores, por causa da seca", recordou, pedindo ao secretário de Estado que ajude também esta fileira a singrar, pois "hoje em dia há um conjunto de exigências legais que tornam a vida dos nossos pastores cada vez mais difícil  além de contribuírem para que os poucos que ainda existem, não se sintam motivados, nem estimulados para continuar". 
Alexandrino falou de investigação a que estes pequenos produtores estão obrigados, mas não esqueceu também o eterno problema dos custos da certificação.