Uma auditoria da Ordem dos Médicos à Unidade Local de Saúde refere falta de qualidade do Serviço de Cirurgia.
Um elevado número de complicações, sobretudo hemorragias, em doentes operados no Serviço de Cirurgias no hospital esteve na base da auditoria.
Um elevado numero de complicações, sobretudo hemorragias, em doentes operados no Serviço de Cirurgia do Hospital da Guarda esteva na base de uma auditoria da Ordem dos Médicos à unidade de saúde, que conclui pela falta de qualidade e segurança do serviço. Alguns doentes tiveram de ser transferidos.
Segundo o relatório elaborado pelo Colégio de Especialidade de Cirurgia Geral da Ordem dos Médicos, "não estão reunidas as condições de qualidade e segurança para a realização de cirurgia colorrectal". Acrescenta que "o serviço não reúne as condições necessárias a indispensáveis para a idoneidade formativa, que deverá ser reavaliada".
A Ordem dos Médicos consultou os processos relativos a 22 doentes operados no Serviço de Cirurgia da Unidade Local da Guarda e verificou um elevado numero de complicações na sequência de tratamentos a neoplasias retais ou em cirurgias retal. Na maioria dos casos, não encontrou registos clínicos referentes às operações, facto que impediu a Ordem de tirar conclusões sobre o que terá provocado as hemorragias.
Vasco Lino, presidente do Conselho de Administração da ULS da Guarda, refere que as complicações ocorridas se devem "a factores diversos, comuns a este tipo de serviços", assegurando que os mesmos " não põem em causa a segurança do serviço".
As conclusões da Ordem dos Médicos foram incluídas numa auditoria da Inspecção Geral das Actividades em Saúde, segundo a qual a qualidade dos serviços pode estar em causa devido à não atribuição de um director.
Sem comentários:
Enviar um comentário