28 de dezembro de 2012

Portagens nas autoestradas vão subir 2,03%


Os preços das portagens nas autoestradas e ex-SCUT vão aumentar cerca 2,03% em janeiro, de acordo com a fórmula de cálculo que resulta da taxa de inflação homóloga, divulgada em novembro pelo INE.


A fórmula que estabelece como é feito o aumento do preço das portagens em cada ano está prevista no decreto-lei nº 294/97, e estabelece que o aumento a praticar em cada ano tem como referência a taxa de inflação homóloga sem habitação no continente conhecida até dia 15 de novembro do ano anterior, data em que os concessionários devem comunicar ao Governo as suas propostas de aumentos dos preços. Este valor é, na prática, o divulgado pelo INE referente a outubro. A inflação homóloga, excluída do valor da habitação no continente foi no mês relevante de 2,03 por cento e esse será assim o referencial do aumento para 2013, a menos que o governo crie legislação específica que impeça a aplicação do decreto-lei. O aumento previsto das portagens no próximo ano compara com uma subida de 4,36% verificada em 2012.

Arte contemporânea luso-espanhola na Guarda


Fonte: Guarda Digital As exposições “Paisagens Improváveis” e “Signos de fronteira: propostas visuais de novos artistas” ainda podem ser vistas até ao final do mês na Guarda.

A primeira mostra fica patente na galeria de arte do TMG até ao final deste mês, o mesmo acontecendo com a segunda, que pode ser vista no Paço da Cultura. Ambas revelam trabalhos de artistas da zona Centro e da comunidade de Castilla y León. “Paisagens Improváveis” é comissariada por Victor del Rio e apresenta obras de Albuquerque Mendes, André Cepeda, António Olaio, Diego del Pozo, Gabriela Albergaria, Hugo Alonso, Irene Izquierdo, José Carlos Nascimento, José Luis Pinto e José Maria Yagüe. Já “Signos de fronteira: propostas visuais de novos artistas” conta com a participação de Diana González, Elizabeth Leite, Ivo Andrade, Jairo Rekena, Javier Alfageme, João Currais, Juan Antonio Gil Segóvia, Julio García Falagán, Nuno Viegas e Rodrigo Neto. Estas exposições têm entrada livre e acontecem no âmbito da cooperação transfronteiriça do projecto REDES II. Ambas são co-produzidas pelo TMG e a Junta de Castilla y León.

Chuva e vento forte nas terras altas ao virar do ano


Chuva e vento forte nas terras altas vão marcar a passagem de 2012 para 2013 em Portugal continental, previu hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (ex-Instituto de Meteorologia).




Já para a manhã desta sexta-feira, devido a um anticiclone localizado sobre a Península Ibérica, os meteorologistas prevêem a ocorrência de neblina ou nevoeiro, que poderá persistir nos vales e nas terras baixas, bem como a formação de geada. Com a aproximação de uma superfície frontal fria, no final do dia de sexta-feira o vento nas terras altas irá intensificar-se e poderão mesmo ocorrer períodos de chuva fraca no Minho. Para sábado, prevê-se que os períodos de chuva se alarguem ao Douro Litoral e a outras regiões, passando gradualmente a regime de aguaceiros, que serão de neve acima dos 1.200 metros. O vento soprará forte nas terras altas, temporariamente com rajadas até 90 quilómetros horários. O domingo será marcado por aguaceiros fracos, essencialmente a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela. Nos dias 31 de dezembro e 1 de janeiro, o estado do tempo será novamente condicionado pela aproximação e passagem de uma superfície frontal fria, com ocorrência de precipitação e vento forte nas terras altas. A previsão para o dia 2 indica que a temperatura descerá e o vento soprará do quadrante norte moderado a forte.

Guarda GNR oferece artigos apreendidos a quatro instituições sociais

A GNR entregou, esta quinta-feira, a quatro instituições do distrito da Guarda que apoiam crianças e jovens, meio milhar de artigos apreendidos em 2011, avaliados em cerca de 12.500 euros


Em declarações à Lusa, o tenente-coronel Cunha Rasteiro, do Comando Territorial da GNR da Guarda, afirmou que foram entregues calças, camisolas, camisas, sapatos e botas, que a guarda apreendeu por crime de contrafacção, em acções de fiscalização realizadas no ano passado.


Em 2011 a GNR apreendeu cerca de 30 mil peças de vestuário, avaliadas em um milhão de euros e em 2012 cerca de 10 mil, avaliadas em 400 mil euros, indicou.

"À medida que os processos são decididos, o tribunal tem mandado entregar as peças, depois de retiradas as marcas, a instituições particulares de solidariedade social da região (IPSS)", indicou.

As peças com logotipos estampados ou com marcas que não podem ser retiradas vão para destruição, referiu, explicando que "a decisão do tribunal é que a roupa entregue [às IPSS] não contenha qualquer referência à marca".

Este ano, a GNR da Guarda já entregou 3.500 artigos de vestuário a instituições do distrito, que apoiam crianças e jovens, disse.

Na última entrega, efectuada hoje, foram contempladas a Casa da Sagrada Família (Guarda), Outeiro de S. Miguel (Guarda), ASTA - Associação Sócio-Terapêutica de Almeida e a Santa Casa da Misericórdia de Celorico da Beira.

27 de dezembro de 2012

Pólos turísticos e hoteleiros reclamam mais autonomia na promoção das marcas regionais


A integração dos polos turísticos em cinco regiões correspondentes às cinco regiões-plano constitui um retrocesso para o Douro, Serra da Estrela ou Fátima, consideram os responsáveis por entidades de turismo e hoteleiros que reclamam autonomia na promoção destes destinos.



“Além de uma grande marca a Serra da Estrela é a região de turismo mais antiga do país, com 55 anos, que o Governo pretende destruir integrando-a numa NUT II que ninguém sabe o que é”, disse à Lusa Jorge patrão, presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) da Serra da Estrela.
A integração deste polo no Turismo do Centro, ditada pelo projeto-lei de reestruturação das entidades regionais de turismo, coloca este destino “numa mega região que vai de Idanha- a- Nova a Ovar” diluindo a marca “numa região que diz tanto aos portugueses como o Centro de Espanha ou de qualquer outro
Ao “destruir marcar poderosas como Douro, Serra da Estrela, Oeste, Fátima e até Lisboa e Porto, esta Secretaria de Estado [do Turismo] tem mostrado um profunda incompetência e com esta lei o interior do país está a sofrer a última facada que pode ser mortal para a sua economia”.

A contestação é extensiva o polo Leiria-Fátima, que poderá ser divida, com Leiria a integrar o turismo do Centro e Fátima para Lisboa e Vale do Tejo, no vasta região que englobará igualmente o polo do Oeste.
Para a Assembleia-Geral da Turismo de Leiria-Fátima é “essencial”manter unidos os atuais concelhos que integram o polo e que as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto sejam separadas das novas entidades regionais.

No caso da ERT Douro, que a nova lei extingue e integra no Turismo do Porto e Norte, António Martinho, espera que “ a lei venha a ser alterada” e que seja reconhecida a importância da região que o ano passado ultrapassa a 440 mil dormidas anuais.

Se não forem ouvidas as preces para que seja mantido o polo, António Martinho defende que “pelo menos a tutela contratualize com a Comunidade Intermunicipal do Douro ou com associações empresariais a gestão desta marca e deste destino sob o ponto da promoção turística”.

Uma solução que o presidente da ERT vai fazer chegar “a todos os grupos parlamentares” e que espera que seja tida em conta durante o período de discussão da lei.

Mais do que as regiões em que passam a ficar integrados, a autonomia das marcas na sua promoção, sobretudo externa, é o fator que mais preocupa os operadores turísticos.

Para Pedro Pereira, administrador de dois dos quatro hotéis da marca Fátima Hotels, “ quer fiquemos no centro, com Leiria, quer no Vale do Tejo, com Lisboa, o fundamental para mim é saber quem fará a promoção externa”.

Para este empresário, “o Governo pode dar e baralhar o mapa das regiões as vezes que quiser, organizar por NUTs ou por outra divisão qualquer, mas se as regiões não tiverem autonomia para mais do que organizar o festival do caracol ou gastronómico e as marcas não tiverem capacidade de promoção externa, para nós não fazem sentido”.

Tanto mais que, reforça, António Oliveira, diretor de um grupo hoteleiro da Serra da Estrela, “é crucial termos uma promoção diferenciada e virada para o exterior, devido à crise que o país atravessa”.

19 de dezembro de 2012

Câmara da Guarda processa Estado por trânsito encher vias municipais devido às portagens


O presidente da Câmara da Guarda anunciou, esta segunda-feira, que a autarquia pretende avançar com uma acção judicial contra o Estado por a aplicação de portagens nas autoestradas da região ter aumentado o tráfego rodoviário nas vias municipais.



"O Estado português enganou a Câmara da Guarda", afirmou Joaquim Valente (PS) na reunião desta segunda-feira da Assembleia Municipal local, onde o tema das portagens voltou a ser falado.

Após a construção das autoestradas A23 (Guarda/Torres Novas) e A25 (Aveiro/Vilar Formoso), a autarquia fez acordos com o Governo e recebeu estradas nacionais "com o pressuposto de que havia alternativas nas vias da concessão das autoestradas", explicou Joaquim Valente à agência Lusa.

Com a aplicação de portagens, a 8 de dezembro de 2011, o cenário alterou-se com o trânsito rodoviário a utilizar as estradas que agora estão sob a alçada da Câmara Municipal, que tem responsabilidades na sua manutenção.

"O que constatamos é que 90% do tráfego saiu das autoestradas e veio para as estradas municipais, o que nos está a causar transtornos e prejuízos gravíssimos", apontou.

Deu o exemplo do troço do antigo Itinerário Principal n.º 5 (IP5), entre Porto da Carne e Alvendre, que após a introdução de tarifas na autoestrada A25 passou a registar um elevado fluxo rodoviário, sendo que "90% do trânsito que lá passa não é local".

Segundo Joaquim Valente, a situação criada "é injusta", daí que a autarquia admita a possibilidade de recorrer aos tribunais. "Não temos outra solução que não seja meter uma acção nos tribunais comuns contra o Estado Português", disse.

Na mesma secção da Assembleia Municipal da Guarda, presidida pelo socialista João de Almeida Santos foi aprovada  por maioria, uma moção apresentada por Aires Dinis, da CDU, que rejeita as portagens nas duas autoestradas que servem a região.

A medida é proposta para " quebrar o circulo perverso do empobrecimento e definhamento do interior", em particular do concelho da Guarda, considerando que as portagens nas auto-estradas A23 e A25 criaram "dificuldades insustentáveis" expressas "em perdas de empresas, de empregos e de qualidade de vida".

18 de dezembro de 2012

Ceia de Natal solidária


Organizado pela Câmara da Guarda

A Câmara Municipal da Guarda organiza amanhã uma ceia de Natal solidária, destinada às pessoas mais carenciadas da cidade. Durante a refeição, a realizar no refeitório municipal, a autarquia entregará cabazes de Natal às famílias presentes.
A autarquia refere que os seus colaboradores "têm participado de forma dedicada nas várias iniciativas realizadas nos últimos meses para angariação de fundos que permitam comprar os produtos que constituem os cabazes" que vão ser entregues às famílias mais carenciadas da Guarda. 

17 de dezembro de 2012

Mercadinho de Natal animou centro histórico da cidade


O primeiro Mercadinho de Natal marcou a diferença em Seia, iniciando de uma forma positiva a quadra natalícia de 2012.


Muitas foram as pessoas que se deslocaram à Praça da República, no Sábado passado, local onde decorreu o Mercadinho de Natal. A iniciativa congregou nesta praça da cidade um espaço de vendas de Natal, complementado com animação musical e muita alegria, a que não faltaram as figuras emblemáticas do Natal.

Instalado ao longo dos passeios da Praça da República, junto ao Novo Mercado de Seia (NMS) que se realiza ao 3º Sábado de cada mês nas antigas instalações dos Bombeiros Voluntários de Seia, o Mercado alusivo ao Natal contou com a participação de muitos dos eco talentos que habitualmente marcam presença no NMS, a que se juntaram outros associados da Associação de Artesãos da Serra da Estrela.
Num total de 30 bancas, e porque o tema foi o Natal, os artigos de decoração foram na sua maioria os produtos presentes, mas também utilidades para bebe e adultos, a que não faltaram os produtos alimentares. À semelhança do NMS, muitos dos produtos destacaram-se pela originalidade e uso criativo na conceção, com recurso a materiais reciclados.

Outra nota positiva é que para além da possibilidade de aquisição destes produtos, a realização do mesmo em plena Praça contribuiu igualmente para o incremento do fluxo comercial das lojas aqui sediadas.

É de realçar ainda os momentos com o Pai Natal e a Mãe Natal que fizeram as delícias de crianças e adultos. Apesar da velocidade reduzida, a circulação num dos carros mais antigos dos Bombeiros de Seia pela cidade, num verdadeiro passeio mágico com a Mãe Natal e os duendes, também constituiu um momento marcante.

Pelos motivos indicados e pelo facto de o Mercadinho de Natal se ter realizado a custo zero, facto para o qual contribuiu a colaboração de um conjunto de entidades, leva a concluir que este primeiro Mercadinho de Natal será uma iniciativa a repetir.

14 de dezembro de 2012

Previsão de Chuva e Ventos Fortes


Freguesias da Guarda recolhem produtos hortícolas para ajudar famílias carenciadas


Nos dias 20 e 21 de dezembro, irá decorrer uma campanha de angariação de produtos hortícolas para ajudar famílias carenciadas residentes na cidade.

Uma associação que abrange sete freguesias do concelho da Guarda anunciou hoje que vai promover, nos dias 20 e 21 de dezembro, uma campanha de angariação de produtos hortícolas para ajudar famílias carenciadas residentes na cidade. Segundo José Morgado, presidente da Associação de Desenvolvimento das Freguesias da Encosta da Serra da Estrela (ADEFES), composta pelas juntas de Vale de Estrela, Fernão Joanes, Corujeira, Meios, Videmonte, Maçainhas e Sé, a iniciativa é organizada com o objetivo de auxiliar «quem tem dificuldades na alimentação». A campanha surgiu quando os autarcas verificaram que nas suas aldeias «muitas vezes estragam-se coisas [produtos agrícolas] que podem beneficiar pessoas que, no atual contexto de crise económica, têm carências destes bens», explicou José Morgado à agência Lusa. «Nós [autarcas] temos conhecimento de que nas freguesias rurais ainda não se acentuou a crise em termos de alimentação e temos pleno conhecimento de que qualquer pessoa pode fazer esse gesto de ajuda, porque há muita coisa que se estraga nas hortas e que poderá ser um benefício para quem tem dificuldades alimentares no dia-a-dia», justificou. José Morgado, também presidente da Junta de Freguesia de Corujeira, indicou que os bens recolhidos nos próximos dias 20 e 21, nas sedes das juntas que integram a ADEFES, serão posteriormente entregues à Caritas Diocesana da Guarda, que os distribuirá por agregados familiares da cidade que estão a ser auxiliados pela instituição. Os residentes nas aldeias da área de intervenção daquela associação de freguesias podem colaborar entregando batatas, couves, feijão, grão, ovos, frutos da época, entre outros produtos agrícolas, indicou. «As pessoas podem entregar qualquer coisa que tenham em casa e que seja excedente. Cada um terá o cuidado de selecionar o que bem entender», assinalou.