O deputado socialista André Figueiredo disse à agência Lusa que o hospital de Seia continuará a ser "uma unidade de referência" do Serviço Nacional de Saúde (SNS), não estando prevista a sua transferência para outra entidade. Segundo André Figueiredo, da Comissão Parlamentar socialista da Saúde, recentemente veio a público a possibilidade de aquele hospital perder a tutela do Ministério da Saúde e ser alienado, privatizado ou cedido à Santa Casa da Misericórdia local. O deputado questionou na quarta-feira o ministro da Saúde, Paulo Macedo, sobre o assunto e, hoje, obteve uma resposta que põe fim às dúvidas que existiam em torno do futuro do equipamento.
"Aquilo que me foi garantido pelo senhor ministro da Saúde é que o hospital de Seia não faz parte de uma qualquer lista de análise que se relacione com a alteração da sua tutela e que continuará a ser uma unidade de referência do SNS e, portanto, tutelada pelo Ministério da Saúde", afirmou André Figueiredo. O deputado disse que se "congratula muito" pela decisão, que acaba por ser "uma decisão de continuidade", e admitiu que a confirmar-se a sua transferência para outra entidade "seria terrível para a região". André Figueiredo considera que a deliberação "é boa" e "em tudo enaltece o próprio ministro e também quem se debateu para que o hospital de Seia continuasse na tutela do Ministério da Saúde". Segundo o socialista, o Hospital Nossa Senhora da Assunção é "essencial para a região" e a resolução anunciada pelo ministro da tutela é "uma excelente notícia" para Seia, para a região e para os utentes que precisam de "um hospital com categoria e eficiência". O hospital funciona em dois blocos, um construído na década de 1990 e o outro inaugurado em 2009. No mês de setembro, o presidente da Câmara Municipal de Seia, Carlos Filipe Camelo (PS), enviou uma carta à população do concelho, intitulada "Em defesa do hospital (público) de Seia", onde tomava posição sobre a possibilidade de o equipamento ser transformado em Unidade de Cuidados Paliativos. Na missiva também considerava que a gestão da unidade de saúde devia continuar sob a alçada do SNS.
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